Cirurgia Ortognática

Muitas más-oclusões (alterações na mordida) podem causar dificuldades mastigatórias, fraturas e desgastes dentários, problemas gengivais, alterações da fala, repetidas feridas traumáticas na boca, dificuldade de fechamento dos lábios, dores faciais e nas articulações, entre outros sinais e sintomas. Já as alterações respiratórias podem causar respiração bucal, ronco, apneia obstrutiva do sono e consequentemente, uma maior irritabilidade, sonolência diurna e hipertensão. As alterações faciais caracterizam-se pela proeminência ou falta de projeção mandibular e do queixo, assimetrias mandibulares, aumento da profundidade dos sulcos/rugas da face, falta de projeção da “maçã” do rosto, para destacar algumas das principais características. A cirurgia ortognática pode corrigir alterações na mordida (oclusão dental) alterações do crescimento do esqueleto facial e na respiração, melhoram a passagem do ar desde o nariz até a parte posterior da garganta. É realizada sempre em ambiente hospitalar sob anestesia geral, com período de internação de um a dois dias. Todo o procedimento tem duração aproximada de quatro horas. A técnica cirúrgica atual utiliza o acesso intraoral, ou seja, não há cortes externos no rosto. Com a evolução das placas e parafusos de titânio, os pacientes submetidos à cirurgia ortognática não ficam mais com o bloqueio maxilo-mandibular ou “boca amarrada”. Como todos os movimentos mandibulares são preservados, o paciente pode falar e se alimentar normalmente durante o período pós-operatório. Além disso, todo o planejamento da cirurgia, inclusive a localização e dimensão das osteotomias (cortes nos ossos) são planejadas de forma virtual, por meio das imagens 3D da face, dentes e crânio, obtidas a partir da tomografia computadorizada fazendo com que o procedimento seja muito mais seguro e previsível.